O turismo náutico vem despontando como uma alternativa de renda altamente lucrativa e sustentável para os pescadores artesanais do Litoral Norte. Em Balneário Barra do Sul, onde a pesca é a principal atividade econômica, são 32 embarcações habilitadas no transporte de pessoas para a pesca amadora e passeio no mar, envolvendo mais de 120 famílias. Em 2019, a atividade garantiu a movimentação de mais de 10 mil pessoas no município, grande parte oriunda das regiões Sudeste e Sul do Brasil.

A atividade começou por lá há pouco mais de 15 anos, em um momento em que o mar não estava para peixe. Foi uma temporada muito ruim para o setor e os pescadores precisavam de uma renda para o sustento da família. A Epagri foi uma grande incentivadora do turismo náutico, pois é uma atividade lucrativa, mais sustentável e mais leve para as famílias.

A família Persike é uma que tomou gosto pelo turismo náutico e hoje conta com nove pessoas envolvidas. O pai, Simeão, começou em 2012 e em pouco tempo teve uma demanda maior do que a capacidade do barco. O filho Otávio, 28 anos, também aderiu à atividade como dono do próprio negócio em 2019, motivado pelo curso Jovens do Mar oferecido pela Epagri. Além de orientação técnica, a Empresa também assessorou o jovem para acessar recursos do Estado no valor de R$15 mil para aquisição de equipamentos.

Otávio conta que a renda gerada com o turismo é o dobro da obtida com a pesca, mas existe espaço para as duas atividades. O turismo ocorre nos fins de semana, e a pesca, nos demais dias. “O potencial da atividade é muito grande. Acredito que futuramente Barra do Sul será conhecida como a capital catarinense do turismo náutico”, diz.

O próximo projeto do jovem empreendedor é construir uma embarcação maior e com mais conforto para transporte de pessoas, a exemplo das escunas. O foco será o turismo histórico e a visita às ilhas. “Talvez em alguns anos eu me dedique exclusivamente ao turismo náutico”, diz o jovem, que se orgulha de continuar no mar, cultivando a tradição que vem dos bisavôs paternos, antigos pescadores do município.

Fonte: Epagri – Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina




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